Conheça as 25 Principais Doenças da Coluna

Conheça as 25 Principais Doenças da Coluna
0 6 de setembro de 2016

As 25 doenças estão agrupadas em 3 grupos de acordo com a causa do problema.

Chamei de doença porque é o jeito mais comum de se falar, mas lhe digo que particularmente não considero a maioria delas como doenças e sim como desequilíbrios ou problemas na coluna que são tratados e controlados com correção de postura, exercícios e hábitos saudáveis

Grupo 1: Doenças relacionadas à Degeneração da Coluna

  1. Degeneração Discal pode constituir um processo natural do envelhecimento e não ser causa de quadros dolorosos. Entretanto, a degeneração do disco pode levar a outras entidades clínicas como espondilose degenerativa lombar, hérnia de disco ou estenose vertebral.
  2. Protrusão Discal: deslocamento de um fragmento interno do disco sem ultrapassar as barreiras, ocorre apenas um pinçamento, porém é muito doloroso. Com o passar da idade os discos começam a ficar desidratados, sofrem fissuras e microfragmentos dos discos podem se deslocar causando crises fortes de cervicalgia ou lombalgia.
  3. Hérnia de Disco: deslocamento de um fragmento interno do disco ultrapassando as barreiras que estabilizam o equilíbrio de uma unidade funcional. É a evolução e piora da protrusão discal. Crises mais fortes e demoradas de serem resolvidas, mas pelo menos 90% dos casos de hérnia se resolve com exercícios e tratamentos específicos.
  4. Artrose: corresponde à degeneração das articulações da coluna chamadas de facetas. Nos resultados de Ressonância vem escrito artrose facetaria ou hipertrofia facetaria.
  5. Bico de Papagaio: são crescimentos ósseos forma de gancho nas bordas dos corpos vertebrais como uma reação ao processo de desgaste da coluna. Estas alterações são vistas no Raio-X e se parecem com o bico de um papagaio, vindo daí o nome popular. A principal causa do aparecimento desta anomalia óssea é a permanência em posturas incorretas ao longo da vida, resultando em lesões nas articulações vertebrais.
  6. Estenose: estreitamento do canal vertebral onde passam os nervos. A estenose é resultado de alterações degenerativas da coluna em fases mais avançadas, sendo mais frequente em pessoas acima de 60 anos.
  7. Cervicobraquialgia: quadros ou episódios de dores originados da região da coluna cervical que irradiam para um dos braços com dores que podem ser nos ombros, escápulas, braços, punhos e mãos.
  8. Dor Ciática: dores localizadas abaixo do joelho originadas da região da coluna lombar. Normalmente é causada por quadros de hérnias ou protrusões discais.
  9. Uncoartrose: degeneração do processo unciforme localizado na coluna cervical.
  10. Osteoartrite: é uma doença das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens e ossos. As regiões mais atingidas são as articulações das mãos, joelhos, quadril e coluna. Esta doença faz parte das doenças reumáticas e a prática de exercícios físicos regulares é a melhor maneira para o controle dos sintomas.
  11. Doença de Modic: alterações degenerativas na placa terminal da coluna. A ressonância magnética demonstra estes sinais e nem sempre eles são os causadores de dor.
  12. Espondilose é um conjunto de patologias relacionadas ao processo de degeneração da da coluna, associadas a síndromes clínicas como doença degenerativa discal, dor discogênica, osteoartrite facetária ou instabilidade segmentar.
  13. Espondilolistese: é o deslocamento anterior de uma vértebra da coluna em relação à vértebra inferior e ocorre em consequência a desgastes e fragilidades da estabilidade da coluna.
  14. Osteopenia e Osteoporose: doenças caracterizadas por perdas ósseas. A osteopenia é um alerta mostrando a diminuição da concentação de cálcio nos ossos, já na osteoporose ocorre uma diminuição clara da quantidade de osso, levando a uma fraqueza dos ossos e um aumento do risco de fraturas.

 

Grupo 2: Doenças Gerais sem Causas Específicas

 

  1. Lombalgia: quadros ou episódios de dor na região da coluna lombar.
  2. Cervicalgia: quadros ou episódios de dor na região da coluna cervical.
  3. Hipercifose: deformação de postura onde há um aumento da curvatura natural da coluna torácica.
  4. Hiperlordose: deformação de postura onde há aumento da lordose na coluna lombar ou cervical.
  5. Retificação de Coluna: deformação de postura onde ocorre perda das curvaturas fisiológicas e naturais da coluna cervical, torácica e/ou lombar.
  6. Escoliose: deformação de postura onde há desvio da coluna em consequência de uma ou mais rotações de uma  vértebra sobre a outra.
  7. Fibromialgia: síndrome dolorosa de origem não inflamatória, caracterizada por doresmusculares difusas, fadiga corporal, distúrbios de sono e dor em pontos específicos (nódulos ou trigger-points).
  8. Instabilidade Vertebral: mobilidade excessiva na unidade funcional da coluna lombar, cujo resultado é dor. Pode ser causada por processos de degeneração da coluna ou por fatores hereditários e congênitos e neste caso acomete adolescentes e pessoas jovens.

Grupo 3: Doenças de Origem Inflamatória e de Alterações na Medula Espinhal

  1. Reumatismo: conjunto de doenças que podem ter fundo inflamatório e acomete principalmente as articulações, ossos ou músculos. Os sintomas mais comuns são dor, inchaço e restrição de movimentos. O diagnóstico é feito pelo médico e um exame de sangue normalmente é solicitado para fechar o diagnóstico. A fisioterapia e os exercícios mais leves aliviam os incômodos da rigidez e melhoram a qualidade de vida dos portadores de doença reumática.
  2. Espondilite Anquilosante: é uma doença crônica, de natureza inflamatória e progressiva, que afeta predominantemente a coluna com sintomas de dor e rigidez na coluna.  A doença atinge mais frequentemente jovens com idade compreendida entre 15 e 30 anos. A causa da doença não é conhecida. Sabe-se que não é uma doença infecciosa, portanto não é contagiosa. O exercício físico é de primordial importância, a fim de manter boa mobilidade das articulações e evitar as deformações. Os exercícios visam, sobretudo aumentar a capacidade respiratória, a mobilidade articular e o fortalecimento muscular. O acompanhamento médico e de um fisioterapeuta são fundamentais.
  3. Mielopatia: é uma forma genérica de denominar as doenças da medula espinhal. Exige um acompanhamento de perto por médicos e fisioterapeutas. Normalmente compromete os nervos e músculos com perda de força e sensibilidade. O tratamento se dá por medicamentos e exercícios.
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